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ALIANÇA GLOBAL CONTRA A FOME E A POBREZA

Aliança Global contra a Fome e a Pobreza do G20 conclui documentos constitutivos da iniciativa inédita

Em reunião virtual nesta sexta-feira (28), todos os documentos que fundamentam a Aliança Global foram concluídos em nível técnico. A formalização dos termos ocorrerá em 24 de julho, durante reunião ministerial da Força-Tarefa, no Rio de Janeiro. A expectativa é que a FT seja definitivamente lançada em novembro, na capital fluminense, durante a Cúpula de Líderes do G20.

28/06/2024 17:34 - Modificado há 9 meses
Em março, em reunião em Brasília, os delegados da Força-Tarefa fizeram uma visita à campo com foco a exemplos brasileiros bem sucedidos de combate à fome e à pobreza Foto: Divulgação/G20 Brasil
Em março, em reunião em Brasília, os delegados da Força-Tarefa fizeram uma visita à campo com foco a exemplos brasileiros bem sucedidos de combate à fome e à pobreza Foto: Divulgação/G20 Brasil

Em um amplo processo de diálogo e construção conjunta, a Força-Tarefa da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, integrada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pelo Ministério da Fazenda (MF), concluiu, em nível técnico, nesta sexta-feira, 28 de junho, em reunião virtual, todos os documentos que fundamentam a iniciativa inédita no G20. A formalização dos termos ocorrerá em 24 de julho, durante reunião ministerial da Força-Tarefa, no Rio de Janeiro.

“A Força-Tarefa, de fevereiro até aqui, cobriu um terreno enorme e alcançou consenso técnico sobre todos os documentos constitutivos que darão forma à Aliança Global, assim como sobre o texto político”, explicou Renato Godinho, assessor especial de Assuntos Internacionais do MDS e um dos coordenadores técnicos da Aliança Global, juntamente com Saulo Ceolin, coordenador-geral de Segurança Alimentar e Nutricional do MRE.

“Não é comum, hoje em dia, nos foros multilaterais, um progresso tão rápido e substantivo em temas tão complexos. Somos muito gratos às delegações que trabalharam tão construtivamente. A sensação é que a vontade de todos é a de realmente fazer acontecer esta Aliança”, afirmou Renato Godinho.

A sessão online consolidou avanços realizados desde o último encontro da Força-Tarefa, ocorrido em Teresina, de 22 a 24 de maio. Por lá, foram estabelecidos, em consenso entre mais de 50 delegações internacionais — incluindo países-membros do G20, países convidados, e organizações internacionais —, os Termos de Referência e Marco de Governança da Aliança; os critérios para a composição da cesta de políticas públicas a ser apoiada pela Aliança; e o modelo para as Declarações de Compromisso, que todo membro da Aliança precisará firmar. A declaração política para a ministerial de julho, com alguns pontos remanescentes, foi concluída com base nas contribuições recebidas em Teresina e em consultas virtuais.

Registro da reunião que conclui documentos constitutivos da iniciativa Foto: Divulgação/MDS
Registro da reunião que conclui documentos constitutivos da iniciativa Foto: Divulgação/MDS

“Não é comum, hoje em dia, nos foros multilaterais, um progresso tão rápido e substantivo em temas tão complexos. Somos muito gratos às delegações que trabalharam tão construtivamente. A sensação é que a vontade de todos é a de realmente fazer acontecer esta Aliança”, afirmou Renato Godinho.

A partir da reunião ministerial de julho, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza terá seus contornos plenamente definidos e passará a estar aberta a adesões. A expectativa é que a Aliança Global seja definitivamente lançada em novembro, na capital fluminense, durante a Cúpula de Líderes do G20.

Cesta de boas experiências

A ideia de formar a Aliança é uma iniciativa do presidente Lula, que foi inicialmente proposta quando o Brasil participou da Cúpula do G20 em Nova Delhi, na Índia, no ano passado, quando lhe passaram o bastão da presidência do fórum das maiores economias do mundo.

Aberta a todos os países, busca coordenar ações e parcerias técnicas e financeiras para apoiar a implementação de programas nacionais nos países que aderirem à proposta, escolhidos a partir de uma cesta de experiências exitosas em políticas de combate à fome e à pobreza. No Brasil, um exemplo é o programa Bolsa Família, que lançado no primeiro governo Lula, em 2003, acumula desde lá aclamações internacionais, auxiliando, na atualidade, cerca  de 21 milhões de famílias brasileiras.

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