Boletim G20 Ed. 245 - Brasil coloca diálogo com a sociedade no centro da agenda anticorrupção
Em Natal, o Brasil destaca o papel da transparência e do engajamento cidadão nas ações anticorrupção, com foco em fortalecer a cooperação internacional e a integridade no setor público e privado. Ouça a reportagem e saiba mais.
Repórter: Em preparação para a reunião ministerial do Grupo de Trabalho Anticorrupção (GTAC), em Natal (RN), as prioridades do Brasil na agenda da Controladoria-Geral da União (CGU) incluem o fortalecimento de mecanismos de transparência, integridade e responsabilização, tanto no setor público quanto no privado. O Brasil, sob a liderança da CGU, tem trabalhado para ampliar a participação popular no combate à corrupção.
Conforme a Secretária de Integridade Pública da Controladoria-Geral da União (CGU), Izabela Moreira Correa, essas iniciativas foram reforçadas por meio da participação brasileira no Grupo de Trabalho Anticorrupção do G20, onde o Brasil busca liderar pelo exemplo, promovendo práticas que estimulam o diálogo e a cooperação entre governos e cidadãos.
Izabela Correa: O G20 sobre a presidência brasileira tem sido reconhecido, e foi uma orientação do presidente Lula que fosse um G20 reconhecido por uma presidência de G20 social. O que o Brasil tem feito é liderar pelo exemplo também no que diz respeito à promoção da participação, engajamento e a escuta devolutiva da sociedade civil.
Repórter: Izabela Correa relata que a abordagem do Brasil tem sido reconhecida internacionalmente por integrar de forma inovadora a participação popular e a transparência, fortalecendo, assim, os sistemas de integridade no combate à corrupção.
Izabela Correa: Essa, certamente, é uma das entregas que o Brasil faz para o G20. Espera-se que essa seja uma prática que permaneça e que ela possa ir além da própria presidência brasileira.
Repórter: A secretária reforça que o trabalho contra a corrupção não se limita à repressão de crimes, mas inclui também medidas preventivas, como a promoção da integridade e o fortalecimento de políticas públicas. Para ela, a participação popular é um componente essencial para que o interesse público prevaleça.
Izabela Correa: Quando a gente está falando da promoção desse interesse público, qual a melhor forma de promover esse interesse público que não colocar o próprio público para dialogar conosco ali, conosco o governo no desenho, na implementação dessa política. Existem experiências também de envolvimento da população em reportes de casos de corrupção, então canais que o governo tem que desenhar bem desenhados para que a população também possa contribuir também nessa criação de políticas e de instituições públicas robustas.
Repórter: Durante a presidência brasileira do G20, um dos temas discutidos no Grupo de Trabalho Anticorrupção foi como os governos podem incentivar a adoção de práticas de integridade por empresas privadas.
Izabela Correa: O Brasil é referência também em medidas de fomento à integridade no setor privado. Uma delas é o Proética, que é um mecanismo, uma iniciativa da Controladoria-Geral da União, em que nós reconhecemos atores do setor privado que adotam práticas para promoção e para avançar a integridade daquela organização do setor privado.
Repórter: A secretária ressalta que o combate à corrupção deve ser entendido como uma responsabilidade de toda a sociedade.
Izabela Correa: Ter esse olhar de como que políticas de integridade, políticas anticorrupção, como que elas fazem parte de políticas públicas concretas. Elas existem para assegurar que os serviços públicos e as políticas públicas sejam efetivamente entregues na ponta.
Repórter: Conforme a secretária da CGU, o enfoque dado à inclusão da participação popular e a promoção de práticas de integridade não apenas fortaleceram as políticas internas, mas também contribuíram para o avanço da agenda anticorrupção global.