Cúpula do Y20 encerra Diálogos Sociais com forte apelo à ação: juventudes exigem protagonismo
O ministro Márcio Macêdo participa do encontro que trará propostas firmes para combater a fome, desigualdade e mudanças climáticas. Participação juvenil é reforçada como central nas decisões do G20 Social.

O quarto dia da cúpula do Y20, realizada no Galpão da Cidadania, no Rio de Janeiro, marcou o encerramento das sessões paralelas de uma semana intensa de debates sobre os desafios globais enfrentados pela juventude. Pela primeira vez sob a coordenação brasileira, o Y20, grupo oficial de engajamento da juventude do G20 Social, reuniu delegações, incluindo representantes dos países do G20 e convidados, em discussões que focaram em temas como o combate à fome, desigualdade, mudanças climáticas, transição energética, governança global, inclusão e diversidade.
Márcio Macêdo, Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República e coordenador do G20 Social, destacou a importância histórica da mobilização juvenil: "Este é um momento histórico. As juventudes do Y20 estão contribuindo diretamente para o debate da Cúpula Social do G20, uma novidade trazida pela presidência brasileira. Queremos que a sociedade civil participe ativamente das decisões que impactarão milhões de pessoas em todo o mundo". Macêdo enfatizou ainda que a criação do G20 Social vai garantir que as vozes da juventude sejam incorporadas nas políticas globais.

A necessidade de transformar ideias em ações concretas foi um ponto reiterado. Max Trejo, Secretário-Geral da Organização Iberoamericana de Juventude, defende que o trabalho realizado pelo Y20 é uma demonstração clara de que as juventudes têm um papel fundamental na construção do futuro. Ao longo da semana, as discussões abordaram desde o impacto das mudanças climáticas até a necessidade de uma transição energética justa. Felipe Paullier, Secretário-Geral Assistente para Assuntos de Juventude da Organização das Nações Unidas (ONU), destacou a urgência dessas questões: "Estamos vivendo um momento crítico, em que as decisões que tomarmos agora terão impactos profundos nas futuras gerações. A juventude não pode ser apenas espectadora; ela deve ser protagonista dessas mudanças."
Marcus Barão, chair do Y20, sublinhou a importância de resultados práticos: "Nós não estamos aqui para fazer parte de um teatro político. O que queremos são soluções reais para os problemas que enfrentamos. Não podemos aceitar que as discussões permaneçam apenas no âmbito da retórica; precisamos de medidas concretas que façam a diferença na vida das pessoas".
As propostas discutidas no Y20 não se limitaram a grandes temas globais, mas também abordaram questões específicas da juventude, como inclusão, diversidade e inovação no mercado de trabalho. "Cada país possui cinco delegados jovens, cada um liderando um desses temas. Mas o que queremos não é apenas poesia institucional; queremos que essas reivindicações se convertam em propostas reais para a transformação da vida das pessoas nos territórios", enfatizou Barão.
A cúpula do Y20 se encerra oficialmente na sexta-feira, 16, com o lançamento do comunicado final, que consolidará as propostas discutidas durante a semana. Este documento será encaminhado à cúpula do G20 Social, e servirá como base para as deliberações das 20 maiores economias do mundo. "O desafio agora é transformar todas essas discussões em um comunicado forte e representativo, que reflita as vozes das juventudes e seja levado a sério pelos líderes globais", finalizou Barão.
Com a diversidade das juventudes do mundo refletida nos debates e uma clara determinação de influenciar as políticas globais, o encerramento das atividades desta quinta-feira reforçou a visão de um futuro mais justo e sustentável, construído com a participação ativa dos jovens em todas as etapas.