“Devemos enfrentar a raiz do problema, que é a misoginia”, destacou a ministra de Mulheres na estreia do GT de Empoderamento de Mulheres no G20
O grupo de trabalho de Empoderamento de Mulheres teve sua estreia no G20 nesta quarta-feira (17) com participação da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, e da primeira-dama do Brasil, a socióloga Janja Lula da Silva. Países-membros, países convidados do GT e organizações internacionais participaram da reunião, que alinhou prioridades e plano de trabalho ao longo de 2024

Inaugurando os trabalhos da Trilha de Sherpas em 2024, debutou nesta quarta-feira (17) o grupo de trabalho (GT) de Empoderamento de Mulheres. Criado durante a presidência indiana do G20, em 2023, esta é a primeira reunião do grupo, que neste ano é coordenado pelo Ministério das Mulheres do Brasil. A reunião ocorreu por videoconferência, na sede do G20 em Brasília.
Reforçando a importância deste momento na história do G20, tanto a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, quanto a primeira-dama do Brasil, a socióloga Janja Lula da Silva, fizeram uma fala de abertura dos trabalhos, dando as boas-vindas às representantes dos países-membros e enfatizando as prioridades da presidência brasileira do grupo.
“Tenho defendido que devemos enfrentar a raiz do problema, que é a misoginia - o ódio contra as mulheres, e ponto central de todas as outras discriminações de gênero”, destacou Cida Gonçalves, que pretende construir consensos e entregas coletivas durante este ano frente ao GT.
No início da semana, a ministra concedeu uma entrevista exclusiva ao site do G20 Brasil, detalhando os temas centrais do grupo e os desafios que ainda existem no mundo quando o assunto é igualdade de gênero.
“Na nossa realidade desigual, são os países do Sul Global que têm sofrido as maiores perdas materiais e humanas. Mas hoje já podemos observar que os países do Norte e os mais ricos também têm percebido o aumento dos impactos em seus territórios e populações. Nesse cenário, as mulheres estão ainda sob maior risco e sofrem de forma desproporcional os prejuízos das crises”, frisou Janja.
Já Janja Lula ressaltou os objetivos da presidência brasileira no G20 e a necessidade de um recorte de gênero ao debater desigualdades. “Na nossa realidade desigual, são os países do Sul Global que têm sofrido as maiores perdas materiais e humanas. Mas hoje já podemos observar que os países do Norte e os mais ricos também têm percebido o aumento dos impactos em seus territórios e populações. Nesse cenário, as mulheres estão ainda sob maior risco e sofrem de forma desproporcional os prejuízos das crises”, colocou a primeira-dama do Brasil.
Com participação de todos países-membros do G20, a reunião contou ainda com cinco dos oitos países convidados do Grupo de Trabalho (Egito, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Noruega e Portugal), além de Bangladesh. Para além das representações governamentais, organizações internacionais também estiveram integradas neste primeiro dia de reunião. São elas: Comissão Europeia, Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Fundo de População das Nações Unidas, ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho e Organização Mundial da Saúde.
A reunião prossegue até quinta-feira (18). A próxima reunião do Grupo de Trabalho Empoderamento de Mulheres está prevista para os dias 8 e 9 de maio, também em Brasília, mas de forma presencial.
Em paralelo
Concomitantemente à reunião do GT de Empoderamento de Mulheres, ocorreu também a primeira reunião do GT de Economia Global, pela Trilha de Finanças, por videoconferência na sede do G20 em Brasília. Na discussão estão temas econômicos estruturais e a relação entre macroeconomia, desigualdades e questões climáticas.