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PRIMEIROS ENCONTROS

Economia Global e Empoderamento de Mulheres: propostas de GTs foram bem recebidas

Terminaram nesta quinta-feira (18) os primeiros encontros de GTs do G20 Brasil. Os grupos de trabalho de Economia Global e de Empoderamento de Mulheres realizaram reuniões técnicas, por videoconferência, para apresentar os planos de trabalho e receber as impressões iniciais dos países-membros e convidados

19/01/2024 08:40 - Modificado há um ano
Keiti Gomes, do Ministério da Fazenda, e Cyntia Azevedo, do Banco Central do Brasil (BCB), coordenadoras do GT de Economia Global, durante coletiva de imprensa. | Foto: Audiovisual/G20 Brasil

Chegaram ao fim as primeiras reuniões do G20 em 2024, dos grupos de trabalho (GT) de Economia Global e de Empoderamento de Mulheres. Os encontros técnicos aconteceram, de forma separada, nas manhãs desta quarta (17), e quinta-feira, (18), por videoconferência baseada na sede do G20 Brasil, em Brasília. A coordenação de cada GT apresentou os planos de trabalho aos representantes dos países-membros e convidados, que avaliaram positivamente as propostas brasileiras e contribuíram com novos pontos de vista e indicaram metas para as atividades que ocorrerão ao longo do ano

Estas foram as duas primeiras conversas multilaterais do G20 após o Brasil apresentar as prioridades da presidência do fórum para 2024, nas reuniões das trilhas de Sherpas e de Finanças que aconteceram em Brasília, em dezembro do último ano. Até fevereiro, todos os GTs do G20 irão apresentar e fazer os debates iniciais de seus planos de trabalho. 

GT de Economia Global

De acordo com Keiti Gomes, coordenadora do GT de Economia Global pelo Ministério da Fazenda, na reunião desta semana foi apresentada uma proposta inicial de trabalho, que coloca a desigualdade como eixo central e, também, nas perspectivas de macroeconomia, transição energética justa, e mobilização de capital para investimento no processo de transição para um planeta sustentável. 

“Foi uma reunião construtiva, onde todos os países estavam engajados e a temática das desigualdades foi entendida como uma problemática global. Tivemos mais de 20 países e organizações internacionais pensando juntos como podemos construir uma agenda de redução das desigualdades em diversas perspectivas. É um ganho, mobilizador e tem um potencial transformador”, avaliou Keiti. 

Em coletiva de imprensa, Keiti Gomes e Cynthia Azevedo, coordenadora do GT pelo Banco Central do Brasil (BCB), revelaram que a  expectativa é que as discussões técnicas sejam insumos para compor o texto que será levado para debate na reunião ministerial, que acontece em fevereiro, em São Paulo. Gomes explicou que, em 2024, um dos focos do GT é buscar formas de transformar as preocupações dos países-membros em políticas econômicas objetivas. 

“A ideia que temos é de um menu de políticas que pudessem refletir diferentes visões,  preocupações e formas de endereçar a redução das desigualdades para compor nosso principal insumo para ser levado aos ministros da Fazenda e presidentes dos Bancos Centrais. É rico porque é discutido multilateralmente. Então temos a oportunidade de lidar com a questão da desigualdade dentro de um plano sistêmico debatido em um fórum multilateral”, revelou.

As próximas reuniões de técnicos do GT de Economia Global acontecem em março, junho e setembro deste ano. 

Ísis Táboas, do Ministério das Mulheres, é a coordenadora do GT de Empoderamento de Mulheres.
Ísis Táboas, do Ministério das Mulheres, é a coordenadora do GT de Empoderamento de Mulheres.

GT Empoderamento de Mulheres

Ao fim do segundo dia de reunião, a coordenadora do grupo, Ísis Táboas, compartilhou sobre a dinâmica e os temas desse primeiro momento, focado na apresentação e na discussão inicial do plano de trabalho para  2024. 

Salientando que a reunião foi um momento histórico, por ser a estreia do GT no G20, a coordenadora avaliou como positiva a videoconferência. “Um conjunto de produtos foi proposto pela presidência brasileira e a gente teve a felicidade de ter um amplo apoio dos países-membros, que se manifestaram com bastante entusiasmo para a construção desses produtos, para definição de prioridades. Estamos com uma expectativa bastante alta. É um grupo que tem um potencial muito grande para trazer entregas e avanços para os direitos das mulheres” colocou Ísis.

Ademais, a coordenadora do grupo de trabalho, que também é assessora do Ministério das Mulheres, destacou o quórum, citando a presença de todos os países-membros, além de países convidados e organizações internacionais, chegando a mais de 100 delegadas e delegados estrangeiros entre os dois dias de reuniões.

Os temas centrais propostos pela coordenação brasileira ao GT de Empoderamento de Mulheres foram chancelados pelas demais representações, recebendo apenas algumas propostas de ajustes metodológicos e de inserção de novos objetivos dentro das grandes linhas temáticas. Uma sugestão foi a inserção de um eixo que trate especificamente da autonomia econômica das mulheres no seminário internacional sobre boas práticas de políticas do cuidado que está sendo pensado pelo Ministério das Mulheres.

A próxima reunião será nos dias 8 e 9 de maio, também em Brasília, mas de forma presencial na sede do G20.

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