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TRANSIÇÕES ENERGÉTICAS

Em Minas Gerais, Brasil tem a oportunidade de lançar um olhar tropical do Sul Global sobre a transição energética

Segundo o ministro Alexandre Silveira, não há caminho para a transição energética fora do diálogo internacional, e receber uma reunião do G20 na capital mineira será importante para mostrar de perto às delegações as potencialidades brasileiras proporcionadas por um clima tropical.

27/05/2024 16:24 - Modificado há 10 meses
Ministro Alexandre Silveira durante abertura da 3º reunião do GT Transições Energéticas. Crédito: Audiovisual G20 Brasil.

Não poderia existir lugar melhor do que Minas Gerais para acontecer a 3º reunião do Grupo de Trabalho de Transições Energéticas, visto que 99% da matriz energética do estado é renovável. Minas é um símbolo para o Brasil e para o mundo do que pode ser feito para que países alcancem uma matriz com base em fontes limpas. Assim defendeu o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante a cerimônia de abertura do encontro do grupo de trabalho, nesta segunda-feira (27), em Belo Horizonte (MG).

Segundo o ministro, não há caminho fora do diálogo internacional, e receber uma reunião do G20 na capital mineira será importante para mostrar de perto às delegações as potencialidades brasileiras proporcionadas por um clima tropical e terra fértil. Ele ressaltou ainda que a “transição energética virá por bem ou por mal, porque os efeitos negativos estão batendo na nossa porta. Está aí os irmãos gaúchos sofrendo com a devastação do estado em consequência dos efeitos climáticos”, afirmou.

O vice-governador do estado, Mateus Simões, acrescentou que é preciso incluir o olhar tropical do Sul Global já que este países precisam de alternativas que não tragam um aumento dos custos para a população. “Devemos respeitar as características locais se queremos uma transição energética inclusiva. Por exemplo, há alternativas economicamente mais viáveis que a eletrificação de nossas frotas, e espero que possamos avançar nessas discussões”.

O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, lembrou que a capital mineira é conhecida como cidade jardim e ele está esperançoso com o encontro. “O trabalho desse grupo é de extrema relevância para o planeta, espero que o debate possa gerar ideias e ações para a preservação do nosso meio ambiente”, disse.

Governança Global

O carbono não obedece fronteiras, todos os seres humanos vivem em um único ecossistema. Por isso, o ministro Alexandre Silveira argumentou a favor de uma governança global para tratar a transição energética no mundo respeitando a paz e a prosperidade para alcançar um equilíbrio mundial entre os interesses conflitantes dentro do mercado mundial de energia. 

Para Silveira, há dois pilares na questão -  o da sustentabilidade e o da economia, portanto é necessário buscar um equilíbrio. “Mineiro não pode demonizar a mineração, é preciso nióbio (metal utilizado na indústria)  para a transição, mas como fazer é o desafio. Porque o processo de extração e produção tem que ser seguro,  as empresas não podem fazer como elas querem”.

Na sua visão, o Brasil precisa investir nas potencialidades naturais do país e assim gerar renda para as pessoas e um legado social e de preservação do meio ambiente. Ao mesmo tempo em que se posiciona no mundo como um dos líderes do Sul Global. E o  G20 traz a  possibilidade de buscar soluções em conjunto e chegar a uma concordância entre as nações.

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