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Fortaleza sedia Reunião Ministerial de Emprego: trabalhadores no centro dos debates

Promoção do trabalho decente para garantir a inclusão social e eliminar a pobreza e garantia de uma transição justa no processo de transformações digitais e energéticas são alguns dos eixos que estarão em debate dos dias 23 a 26 de julho na cidade. Labour 20 e Business 20, do G20 Social, também reúnem na capital do Ceará na mesma semana.

22/07/2024 16:16 - Modificado há 8 meses
Além das reuniões técnica e ministerial do GT de Emprego, a capital do Ceará também recebe na semana encontros dos grupos de engajamento L20 e B20. Foto: Divulgação/Getty Images
Além das reuniões técnica e ministerial do GT de Emprego, a capital do Ceará também recebe na semana encontros dos grupos de engajamento L20 e B20. Foto: Divulgação/Getty Images

Os caminhos do mundo do trabalho e as condições de emprego serão o centro das atenções entre os dias 23 e 26 de julho, em Fortaleza, Ceará. Essa será a quinta e última etapa de reuniões do Grupo de Trabalho (GT) sobre Emprego do G20, que nesta data encerra seus debates técnicos e realiza sua reunião ministerial. Sob liderança do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) do Brasil, o GT será um dos primeiros, entre as trilhas de Sherpas e de Finanças, a fechar seu ciclo de debates e concluir o documento de recomendações aos chefes de Estado e Governo do G20. A declaração se somará aos documentos similares dos outros GTs na Cúpula de Líderes, entre os dias 18 e 19 de novembro, no Rio de Janeiro.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, estará à frente das atividades que, em busca das melhores soluções, irão agregar uma pluralidade de frentes, com a garantia de participação de representações dos trabalhadores, empresários, poder público e organismos multilaterais. Assim, além das reuniões técnicas, nos dias 23 e 24, e das reuniões ministeriais, 25 e 26, a programação é extensa. Nesta segunda-feira, 22, acontece, como evento paralelo, o encontro de experts em segurança e saúde ocupacionais. No dia 24, ao fim da reunião técnica, convidando as delegações a seguirem os debates, a Coalizão Internacional para Igualdade Salarial (EPIC, na sigla em inglês) promove o evento “Vamos juntos acabar com as desigualdades salariais entre homens e mulheres, agora!”.

As demais reuniões do GT de Emprego foram em Brasília. Em março, o ministro Luiz Marinho participou da mesa. Foto: Divulgação/G20
As demais reuniões do GT de Emprego foram em Brasília. Em março, o ministro Luiz Marinho participou da mesa. Foto: Divulgação/G20

No embalo do GT de Emprego, também reunirão em Fortaleza, na mesma semana, dois grupos de engajamento do G20 Social, o Labour 20 e o Business 20, grupos que representam, respectivamente, os trabalhadores e o empresariado. O L20, nos dias 23 e 24 terá, sob o lema “Um mundo justo e um planeta sustentável por meio de um novo contrato social” a sua Cúpula, sob coordenação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Já o B20 organiza, no dia 25, evento que tratará de mudanças climáticas, transição energética e oportunidades e desafios da inteligência artificial.

Por dentro das reuniões de ministros

No dia 25 de julho, serão debatidos os temas da criação de empregos de qualidade e da promoção do trabalho decente. O foco é em como essas agendas podem garantir a inclusão social e fortalecer esforços pela eliminação da pobreza e da fome. Além disso, ocorrerá o Fórum de Lideranças em Transição Justa. 

Já no dia 26, ocorrem as discussões sobre igualdade de gênero e promoção da diversidade no mundo do trabalho, bem como sobre o uso de tecnologias como um meio de melhorar a qualidade de vida de todos e todas. Neste dia, será adotada a Declaração de Ministros.

Celeste Drake, diretora-geral adjunta da Organização Internacional do Trabalho (OIT), falou ao G20 sobre o tema das tecnologias. “É uma questão muito importante porque tanto a inteligência artificial como outras formas de digitalização irão realmente transformar a forma como trabalhamos e temos de pensar no futuro para garantir que podemos aproveitar as oportunidades, mas também mitigar quaisquer riscos para os trabalhadores. Uma coisa que as nossas pesquisas mostram é que a inteligência artificial não vai causar uma quebra no mercado de trabalho e destruir milhões e milhões de empregos, é mais provável que transforme os empregos atuais que temos”, colocou ela.

Além da OIT, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), entre outras, estarão representadas nos espaços.

Texto com informações do Ministério do Trabalho e Emprego

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