G20 Talks: Jovens ativistas inspiram ação urgente contra crise climática
Licypriya Kangujam, Tori Tsui e Tukumã Pataxó destacam vulnerabilidades, ansiedade climática e o papel da juventude e da internet como ferramentas cruciais para enfrentar as mudanças climáticas, em evento mediado pelo ator e ativista Sérgio Marone, no Boulevard Olímpico.

Por Mara Karina Sousa-Silva/Site G20 Brasil
A urgência por medidas para enfrentar a crise climática e o engajamento de crianças e jovens para estimular mais celeridade nas ações foi o tema da última edição do G20 Talks. Parte da programação de atividades do Cria G20, a conversa reuniu os ativistas Licypriya Kangujam, ativista ambiental indiana, o comunicador indígena Tukumã Pataxó e Tori Tsui, porta-voz da justiça climática. O ator e empresário Sérgio Marone mediou os debates deste sábado, 16/11, no Armazém 2 do Boulevard Olímpico.
Licypriya Kangujam chamou atenção para a necessidade de que todos se engajem para fazer a diferença, já que todas as pessoas são afetadas pelos impactos desastrosos da crise do clima. A ativista indiana ressalta ainda a situação de vulnerabilidade neste contexto que penaliza, principalmente as crianças.
"Todas as crianças neste país, neste mundo já são vítimas, todas as crianças já são vítimas da crise climática. Mas eu acho que as crianças podem liderar essa mudança. Não faz sentido ter casas tão luxuosas, carros de luxo em um planeta morto. Por que queremos tanto luxo em um planeta morto? Então podemos mudar, mas precisamos tomar uma atitude agora. É urgente", defendeu Licypriya.
Tori Tsui tem se dedicado às discussões sobre ansiedade climática. Nascida em Hong Kong que atualmente reside em Bristol, Inglaterra, atua ainda em campanha pela redução das emissões de gases do efeito estufa e pelo fim do uso dos combustíveis fósseis. Ela acredita, que além do Acordo de Paris, outras metas são urgentes para impulsionar a transição energética, antes que o mundo entre em colapso incontornável.
“Estamos falhando em garantir nossa sobrevivência se não fizermos uma transição e sairmos dos combustíveis fósseis. É preciso garantir a transição justa para que ninguém seja deixado para trás. Enquanto houve a vitória grande de ter o Acordo de Paris, precisamos de outras coisas para fazer garantir que o uso dos combustíveis fósseis não irão expandir. Sem um acordo, não vamos chegar a redução das emissões e da temperatura. Não é um assunto agradável, mas é necessário”, ressaltou.
Internet como espaço de luta
Tukumã Pataxó acredita que a produção de conteúdo e o trabalho como influenciador digital é fundamental para dar visibilidade à quetsão indígena no país e, consequentemente, evidenciar o papel das comunidades para preservar os ecossistemas e enfrentar a crise do clima. Ele denunciou o preconceito que sofre ao sair do território
“A internet não tem fronteiras. Quando postamos alguma coisa é para que todo mundo possa acompanhar. A Internet traz a oportunidade para jovens e lideranças indígenas para mostrar a nossa realidade, o que temos passado nos nossos territórios. A internet é uma ferramenta de luta”, contou.