“O trabalhador é um pilar fundamental da sociedade”, diz ministro do Trabalho e Emprego do Brasil
O ministro Luiz Marinho destacou, ao abrir tanto a última reunião técnica do Grupo de Trabalho de Emprego quanto a Cúpula do Labour 20, a seriedade do tema, uma vez que trata diretamente sobre condições de vida decentes à população. O ministro também salientou os múltiplos desafios que o mundo do trabalho enfrenta atualmente.

Começaram nesta terça-feira (23), em Fortaleza, a última reunião técnica do Grupo de Trabalho (GT) de Emprego e a Cúpula do Labour 20 (L20), grupo de engajamento que representa as centrais sindicais dos países do G20. O ministro do Trabalho e Emprego do Brasil (MTE), Luiz Marinho, participou de ambas aberturas, destacando o protagonismo dos trabalhadores e das trabalhadoras na construção e evolução das sociedades, bem como a responsabilidade dos países com as discussões desta semana na capital do Ceará.
"Que possamos construir a melhor declaração possível para colaborar com a Cúpula do G20 em novembro, no Rio de Janeiro, a qual creio será um belíssimo encontro. Temos a responsabilidade, como as maiores economias do mundo, de ser um farol para esse mundo. Nós, do G20, países-membros e países convidados, temos uma tarefa muito importante no processo democrático, na reformulação das instituições multilaterais, com a necessidade de pensarmos nos trabalhadores como sujeitos de direito", disse Luiz Marinho no início dos trabalhos da reunião técnica do GT.
"Foram os trabalhadores e trabalhadoras que verdadeiramente construíram nossos países, desde as nossas infraestruturas mais básicas aos serviços críticos. Da educação dos nossos jovens ao cuidado dos nossos idosos. Até nossas tecnologias mais avançadas”, colocou o ministro na mesa de abertura do L20. "É necessário cada vez mais garantir a dignidade humana e a satisfação das necessidades básicas dos trabalhadores, mas também a expansão de capacidades pessoais e profissionais", acrescentou.
O ministro também salientou os múltiplos desafios que o mundo do trabalho enfrenta, como a recuperação pós-Covid-19, a necessidade de adaptação às consequências das mudanças climáticas e as transformações de certas rotinas com avanço da inteligência artificial.
Debater condições trabalhistas decentes no Ceará é simbólico, já que esta foi a primeira província brasileira a abolir a escravidão. Expressões da cultura afro-brasileira foram apresentadas aos delegados nas recepções da segunda (22) e terça-feira (23), com a luta dançada da capoeira e o ritmo folclórico do maracatu. Tanto a reunião técnica quanto a Cúpula encerram na quarta-feira (24), passando para a fase final, a reunião dos ministros do Trabalho dos países do G20, que fecharão sua declaração aos chefes de Estado e Governo.
A nível de Brasil, também aconteceu na capital cearense a 137ª Assembleia Geral do Fórum Nacional de Secretários do Trabalho (Fonset). O espaço, que visa o diálogo entre estado e o governo federal, marca o aniversário de 35 anos do colegiado e pretende construir uma apresentação ao G20.