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G20 SOCIAL

Propostas de Sustentabilidade e Transição Justa são apresentadas no encontro preparatório do G20 Social

Movimentos sociais apresentam propostas para mudanças climáticas, transição energética justa e financiamento climático, visando uma governança global mais inclusiva e sustentável.

20/08/2024 19:55
Integrantes da mesa de discussão sobre Sustentabilidade, Mudanças Climáticas e Transição Justa, durante o Encontro Preparatório da Cúpula Social do G20, na Fundição Progresso, Rio de Janeiro. Foto: Audiovisual G20
Integrantes da mesa de discussão sobre Sustentabilidade, Mudanças Climáticas e Transição Justa, durante o Encontro Preparatório da Cúpula Social do G20, na Fundição Progresso, Rio de Janeiro. Foto: Audiovisual G20

Durante o Encontro Preparatório da Cúpula Social do G20, realizado nesta terça, 20, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, uma das mesas focou na sustentabilidade, mudanças climáticas e transição justa. Com a coordenação de Renato Simões, Secretário Nacional de Participação Social, o encontrou contou com representantes do Ministério do Meio Ambiente, do Instituto Clima e Sociedade, do Sindipetro-RS, do Grupo Carta de Belém e do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) para coordenar debates dos grupos e propor soluções.

Ao final da reunião foram apresentadas as primeira propostas que estarão na plataforma Brasil Participativo, destacando a importância de um Plano Nacional de Mudança Climática focado na adaptação e construção de resiliência para os grupos mais vulneráveis. Foi enfatizada a necessidade de integrar as questões sociais e ambientais nas políticas de descarbonização da economia. As propostas são o texto base que ficará disponível na plataforma e pode receber considerações de qualquer pessoa do mundo que se registrar. 

Financiamento Climático: O grupo defendeu que a natureza não deve ser financeirizada, mas tratada como um bem comum. Propuseram que os países do G20 liderem um processo para aumentar compromissos de financiamento climático, com recursos novos e adicionais, direcionados especialmente para os países em desenvolvimento mais vulneráveis às mudanças climáticas.

Inteligência Artificial e Dados: Sugerem a criação de um sistema nacional de dados ambientais, com dados públicos e privados, que dialogue entre os níveis nacional e local, promovendo a geração cidadã de dados reconhecida pelo estado.

Transição Energética Justa: Propuseram que o G20 promova o acesso universal e equitativo à energia limpa, com geração descentralizada e distribuída. Recomendaram salvaguardas para proteger ecossistemas e comunidades locais, incluindo uma moratória global para petróleo e gás.

Proteção da Biodiversidade Costeira: Propuseram uma transição energética justa para o setor pesqueiro artesanal, com bloqueio de usinas eólicas offshore que impactam a biodiversidade e as comunidades tradicionais.

Participação Social: Defendem uma transição justa com ampla participação social, incluindo sindicatos e associações, garantindo negociações coletivas e trabalho decente, com especial atenção às crianças e adolescentes.

 Agroecologia e Proteção Florestal: Recomendam uma transição agroecológica, com desinvestimento em atividades que destroem a floresta e redirecionamento de investimentos para alternativas que garantam a proteção florestal e a demarcação de territórios indígenas.

As propostas do grupo refletem uma visão de sustentabilidade que integra justiça social, proteção ambiental e a participação ativa das comunidades locais, buscando influenciar a agenda global do G20 para uma governança mais inclusiva e resiliente.

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