Transições energéticas acessíveis e equitativas são urgentes, diz estudo
Relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) foi divulgado durante reunião do Grupo de Trabalho de Transições Energéticas do G20, que acontece em Belo Horizonte, capital do estado brasileiro de Minas Gerais. O encontro proporcionou um intercâmbio de políticas e reforçou o compromisso do grupo com os princípios de igualdade e inclusão.

A urgência de promover transições energéticas acessíveis e equitativas no Planeta foi debatida nesta terça-feira (28) durante o lançamento do relatório “Acessibilidade e Equidade em Políticas de Energia Limpa”, da Agência Internacional de Energia (AIE). O evento, parte do terceiro encontro do Grupo de Trabalho de Transições Energéticas do G20, destacou a necessidade de políticas inclusivas para maximizar os benefícios sociais e econômicos das transições energéticas.
O relatório mostra porque o acesso e a equidade são tão críticas dentro dessas transições e inclui estudos de caso para benefícios em uma série de áreas, incluindo o aumento da acessibilidade e do acesso à energia limpa, a melhora dos resultados de saúde e a promoção do desenvolvimento econômico local.
A analista sênior de Políticas da AIE, Jane Cohen, apresentou os principais temas e conclusões do relatório e foi seguida por intervenções de representantes de países como Brasil, África do Sul, Estados Unidos, Canadá e Índia. “Estamos muito, muito entusiasmados com o fato de o Brasil ter colocado essas questões de acessibilidade econômica, impactos sociais, acessibilidade energética e uma transição inclusiva no centro de sua presidência do G20”, disse Cohen.
“Os crescentes custos de energia podem impactar desproporcionalmente as famílias de baixa renda, exacerbando desigualdades existentes e levando à pobreza energética. É nossa responsabilidade coletiva implementar políticas públicas e estratégias que protejam contra esses efeitos adversos, garantindo que os benefícios da transição energética sejam compartilhados de forma equitativa”, pontuou.
Para ela, estas são questões fundamentais para o sucesso das transições de energia limpa e o compromisso do Brasil com o G20 e a COP “realmente facilitará uma mudança na forma como o mundo está vendo e implementando essas transições de energia limpa”.
Questões como o mapeamento de boas práticas de políticas de energia limpa que beneficiam amplas parcelas das populações, sobretudo comunidades vulneráveis e o papel que os países-membros podem desempenhar para tornar o acesso à energia universal foram tratadas no evento.
Representando o Ministério de Minas e Energia, o diretor do Departamento de Informações e Estudos Energéticos Gustavo Masili destacou que o acesso à energia acessível, confiável e sustentável é a base para melhorar os padrões de vida, desenvolver oportunidades econômicas e garantir o bem-estar social.
“Os crescentes custos de energia podem impactar desproporcionalmente as famílias de baixa renda, exacerbando desigualdades existentes e levando à pobreza energética. É nossa responsabilidade coletiva implementar políticas públicas e estratégias que protejam contra esses efeitos adversos, garantindo que os benefícios da transição energética sejam compartilhados de forma equitativa”, pontuou.
MESA REDONDA
Na segunda parte do evento, foi realizada uma mesa redonda moderada por um representante da AIE sobre como construir processos inclusivos em torno de transições de energia limpa e melhores práticas na criação de benefícios para as comunidades locais.
Entre os participantes estavam representantes da sociedade civil e do governo. A agenda ofereceu um intercâmbio de políticas e o compromisso do G20 com os princípios de igualdade e inclusão, como a igualdade de gênero e o envolvimento de comunidades marginalizadas e indígenas.