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Boletim G20 Ed. 239 - Ministra brasileira destaca importância de colocar as mulheres no centro das políticas econômicas, tecnológicas e climáticas

Sob a presidência do G20, o Grupo de Empoderamento de Mulheres teve sua última reunião em Brasília. A ministra das mulheres do Brasil, Cida Gonçalves, destacou a importância da igualdade de gênero em todas as políticas do principal fórum de cooperação internacional. Ouça a reportagem e saiba mais.

11/10/2024 18:50

Repórter: Na presidência brasileira do G20, o Grupo de Trabalho Empoderamento de Mulheres tem sido um dos principais destaques, sendo tratado de forma transversal em diversas frentes de trabalho. Esta semana, em Brasília, foi realizada a última reunião técnica e ministerial do grupo, sob a presidência brasileira. A ministra das Mulheres do Brasil, Cida Gonçalves, reforçou que a transversalidade é essencial para abordar a igualdade de gênero e o empoderamento feminino em todas as áreas do G20. 

Cida Gonçalves: É por isso que o Brasil está empenhado em desenvolver uma política nacional de cuidados. Encorajamos todos os países do G20 a considerarem políticas semelhantes. Quanto ao enfrentamento à violência e à misoginia, esse é um desafio global que exige uma resposta coordenada, contundente. A violência contra as mulheres não conhece fronteiras e se manifesta de formas cada vez mais complexas.

Repórter: Entre os principais pontos tratados na reunião ministerial, que contou com a presença de seis ministras do Brasil, foram destacados os esforços conjuntos para a elaboração da declaração ministerial. A ministra Cida ressaltou a importância de colocar as mulheres no centro das políticas econômicas, tecnológicas e climáticas.

Cida Gonçalves: Nós buscamos nesse espaço do G20 compromissos concretos, compromissos que coloquem as mulheres no coração das estratégias de crescimento econômico e de desenvolvimento de nosso países. Que abram as portas da ciência da tecnologia para as meninas e as jovens, que garantam a presença feminina nos mais altos escalões de poder.

Repórter: Outro ponto de destaque tratou do combate à fome. Neste contexto, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que recebeu amplo apoio internacional durante as reuniões do grupo de mulheres, foi citada como mecanismo para centralizar as mulheres como agentes do desenvolvimento dos países. 

A primeira-dama do Brasil, socióloga Janja Lula da Silva, em sua fala no Grupo de Trabalho de Empoderamento das Mulheres, mencionou a importância da igualdade de gênero como meta da presidência brasileira e reforçou o compromisso do Brasil com o combate à pobreza e às mudanças climáticas, sempre considerando a perspectiva de gênero. 

Janja Lula da Silva: Nós sabemos o caminho que temos que trilhar para isso. Como eu disse, não é um caminho fácil, mas nós trilharemos. Já temos muitos países onde isso acontece. Eu quero destacar também a transversalidade construída por esse grupo com todos os outros grupos de trabalho. Isso foi fundamental. Foi uma orientação do presidente Lula e a gente conseguiu, esse grupo de trabalho conseguiu de forma democrática e aberta conversar com os outros grupos e trazer as mulheres para a centralidade dos outros grupos de trabalho, mas temos potencial para mais.

Repórter: 29 Países e 8 organizações internacionais participaram das reuniões do Grupo de Trabalho Empoderamento de Mulheres, na sede do G20, na capital federal.

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