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Boletim G20 Ed. 244 - Brasil defende combate à corrupção como pilar contra mudanças do clima

Durante evento do G20, na capital potiguar, foi discutido como o combate à corrupção e a promoção da integridade são essenciais para fortalecer políticas de justiça social e enfrentar os desafios climáticos de forma sustentável. Ouça a reportagem e saiba mais.

22/10/2024 15:42

Repórter: Na semana em que Natal (RN) recebe as reuniões técnica e ministerial do Grupo de Trabalho Anticorrupção, a cidade também foi palco de um evento paralelo às reuniões do G20, com foco na promoção da integridade e no combate à corrupção. O encontro reuniu especialistas, líderes globais e representantes da sociedade civil para discutir a relevância desses temas na construção de um mundo mais justo e sustentável. 

Durante o evento, destacou-se a conexão entre a agenda anticorrupção e o enfrentamento das mudanças do clima. Foi citado o exemplo das enchentes no Rio Grande do Sul, onde a Controladoria-Geral da União (CGU) atuou para garantir que os recursos destinados ao enfrentamento do desastre fossem aplicados de forma célere e íntegra, sem que houvesse desvios no caminho, como explica Iagê Miola, assessor especial da CGU.

Iagê Miola: Essa experiência da CGU mostra que nós precisamos fortalecer a integridade de órgãos ambientais, que eles sejam capazes de atuar da melhor maneira possível, evitando desvios de recursos, e também que a gente precisa adotar medidas que garantam que os recursos públicos cheguem muito rápido na ponta, para as cidades reconstruírem as suas infraestruturas. Esses recursos precisam chegar rápido, de maneira íntegra, sem desvios no meio do caminho.

Repórter: Conforme Miola, o Brasil busca envolver o G20 em uma abordagem integrada, onde as políticas públicas voltadas à mitigação de desigualdades e à proteção do meio ambiente sejam resguardadas de fraudes e corrupção. 

Iagê Miola: Esse é o chamado que a presidência brasileira está fazendo aos países do G20, levando isso aos documentos que estão sendo negociados no âmbito do grupo de trabalho anticorrupção, inclusive na Declaração Ministerial.

Repórter: Outro ponto debatido foi a relação entre corrupção e crimes ambientais, como o desmatamento ilegal, mineração ilegal e tráfico de animais silvestres. A corrupção atua como facilitadora desses crimes, minando as metas de preservação ambiental e climática. A Transparência Internacional apresentou dados preocupantes sobre a presença de corrupção em práticas que contribuem para a degradação ambiental, tanto no Brasil quanto em outros países. Foram mapeados 24 tipos de práticas ilícitas que viabilizam o tráfico de fauna silvestre e 21 formas de fraude relacionadas à grilagem de terras, demonstrando a conexão intrínseca entre corrupção e crimes ambientais.

Iagê Miola: Basicamente ouvimos a confirmação de que o Brasil está apontando na direção certa nesse papel de liderança que tem no G20, ao apontar para o fato de que a anticorrupção precisa contribuir também para a redução das desigualdades e para a construção de um mundo mais sustentável.

Repórter: O Brasil, ao propor que a anticorrupção esteja no centro das políticas de enfrentamento às mudanças climáticas, espera que o G20 adote uma postura firme e se comprometa com a criação de princípios de integridade que possam ser aplicados globalmente.

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